01 fev 2019: O Porto da Arquitetura

Data: 01.02.2019
COLÓQUIOS SOBRE A IDENTIDADE PORTUENSE
Horário: 18:00 – 20:00
Local: Igreja da Lapa – Sala dos Retratos

Começando pela abordagem do carácter simples da construção urbana medieval, Domingos Tavares desenvolverá o seu périplo pela evolução arquitetónica do Porto lembrando as muralhas da cidade, as igrejas, os conventos, os grandes edifícios civis, bem como as condicionantes impostas pelo regime de propriedade. Os incontornáveis Almadas e a absorção de uma arquitetura de cariz neoclássico pela cultura burguesa local serão temas a desenvolver, não esquecendo os arquitetos da transição do século XIX para o XX – de que são exemplo Marques da Silva e Ventura Terra – e a curiosa associação entre arquitetos e engenheiros, de que resultaram belos chalés e palacetes.

Nas cerca de 2 horas da sessão, haverá ainda oportunidade para abordar figuras como Arménio Losa, Viana de Lima, Távora, Siza e Souto Moura, a propósito do Porto contemporâneo e das contradições entre o Movimento Moderno e a cultura do lugar.

O ciclo “Colóquios sobre a Identidade Portuense” conta com o apoio da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa e da Universidade do Porto.

A participação é sujeita a inscrição. O número de participantes é limitado.

26 jan 2019: Pelos tascos do Porto – de S. Lázaro à Cordoaria

Data: 26.01.2019
Ponto de encontro às 11:00 no Jardim de S. Lázaro
Término pelas 16:00 na Cordoaria

Vamos conhecer o Porto dos tascos e dos petiscos típicos, num percurso diferente pela nossa cidade. Os tascos são um património portuense ameaçado de extinção que visitaremos, provando algumas das suas especialidades intercaladas com apontamentos de história(s). Venha connosco num roteiro bem-disposto, juntando o conhecimento da história e das tradições do Porto com a plena satisfação do palato!

O percurso terá início no Jardim de S. Lázaro, pelas 11:00, e termina na Cordoaria, pelas 16:00.

30 Euros por pessoa, valor que inclui seguro de acidentes pessoais e petiscos nos diversos tascos (papas, sandes de pernil, sandes de presunto, bolinhos de bacalhau e bifanas, ginjinha, vinho e cerveja).

O número de participantes é limitado e sujeito a inscrição prévia. Esperamos por si.

12 jan 2019: Rei Ramiro e outras histórias de Gaia

Data: 12.01.2019
Ponto de encontro às 9:30 no Jardim do Morro
Término pelas 13:00 no Cruzeiro do Senhor da Boa Passagem
Inclui visita ao Convento de Corpus Christi

Reza a lenda que foi aqui que o rei cristão Ramiro raptou a bela princesa moira, pela qual se apaixonara. E que também foi aqui que a sua esposa, a rainha Gaia, viveu uma intensa e improvável paixão pelo emir Alboazar, pai da princesa raptada. Terra de amores e desamores entre cristãos e mouros, a margem esquerda do Douro reserva-nos muitas outras surpresas.

Começamos no Jardim do Morro, no melhor miradouro sobre o rio e o Centro Histórico do Porto. Passamos pela igreja de Santa Marinha, descobrindo os traços deixados por Nasoni. Por entre caves e armazéns vinícolas, embalados pelo perfume do precioso néctar do Douro, chegamos a Corpus Christi, convento feminino cuja fundação antecede Santa Clara, o mais antigo da cidade do Porto. E, de Vila Nova, passamos para Gaia, rumo ao Castelo, recordando as lendas mais antigas e os episódios históricos mais recentes das Guerras Liberais, sempre com vistas soberbas pela frente.

Terminamos um pouco mais abaixo, no Cruzeiro do Senhor da Boa Passagem, que marca o local onde, à força de braços, durante séculos se cruzou o rio. Venha connosco nesta viagem pelo tempo a Vila Nova de Gaia, a nossa “Rive Gauche”!

15 Euros por pessoa, valor que inclui seguro de acidentes pessoais e café a meio da manhã.

19 jan 2019: 100 anos da Monarquia do Norte

Data: 19.01.2019

Há exatamente 100 anos, a 19 de janeiro de 1919, em plena 1.ª República, uma junta militar restaurou a Monarquia no Porto.

A “Junta Governativa do Reino de Portugal”, entretanto criada, sob a direção de Paiva Couceiro, revogou toda a legislação republicana: a bandeira nacional voltou a ser azul e branca, a igreja católica recuperou o poder perdido, a GNR voltou a ser Guarda Real, o escudo voltou a mil-réis, farmácia voltou a escrever-se com “ph”…

O movimento estendeu-se a praticamente todo o Norte, mas não conseguiu impor-se no resto do País, nem contou com o apoio de D. Manuel II, exilado em Inglaterra. Tudo terminou 25 dias depois de ter começado, com a entrada dos exércitos republicanos no Porto.

Venha connosco conhecer este episódio menos divulgado da história da cidade, passando pelos locais onde, há um século, ocorreram os eventos.

15 Euros por pessoa, valor que inclui seguro de acidentes pessoais e café a meio da manhã.